análise fundamentalista

Qual o conceito de análise fundamentalista?

Não precisa ser especialista em economia para investir na Bolsa de Valores. Para não perder dinheiro (ou perder o menos possível) em renda variável, é preciso unir o sobe e desce dos papéis às estratégias tradicionais. No mercado, há uma técnica de análise para identificar as melhores ações e empresas: a análise fundamentalista.

Na prática, a análise fundamentalista avalia a situação financeira da empresa, prevê resultados nos próximo anos – em geral, até dez anos – e estabelece o preço das ações por meio dos “fundamentos da empresa”. Por levar em consideração fatores externos, os fundamentos são estudos das condições do negócio: da situação micro até macroeconômica.

Para analisar um mercado tão imprevisível, os tópicos levados em consideração são:

  • Inflação
  • Taxas de juros
  • Câmbio
  • PIB
  • Finanças públicas
  • Medidas do governo
  • Setor da empresa
  • Concorrência da empresa
  • Resultado da empresa
  • Dividendos e lucros
  • Liderança da empresa

Como se vê, a maior vantagem da análise fundamentalista é o balanço que se faz dos fatores qualitativos e quantitativos. Todas as informações estão ao alcance de qualquer investidor e são usadas para entender se as ações estão com o preço certo, alto ou baixo. Desse modo, o resultado se torna mais acertivo.

O valor da companhia nem sempre é o mesmo do valor de mercado. Por exemplo, uma empresa com boa situação financeira pode estar barata no mercado de ações por conta de problemas temporários na administração dos negócios. A análise fundamentalista não só estabelece “preços justos”, mas identifica quais são os investimentos mais seguros.

Índices da análise fundamentalista

Os cálculos da análise são feitos por meio das chamadas demonstrações financeiras ou análise de balanços e outros índices. As demonstrações são:

  • Balanço Patrimonial (BP): mostra como a empresa está financeiramente em determinado tempo, geralmente no final o ano. É calculado por meio do patrimônio líquido – o resultado da subtração das dívidas nos lucros – da empresa.

 

  • Demonstração do Resultado do Exercício (DRE): aponta se a empresa ficou no azul ou vermelho no final do período de, geralmente, um ano. É calculado por meio da subtração do lucro bruto com diferentes tipos de despesas (operacionais, imposto de renda etc).

Apesar dessas duas serem as principais demonstrações financeira, os analistas também examinam:

  • Demonstração de Origens e Aplicação dos Recursos (DOAR): indica a entrada e saída de dinheiro – ou seja, o “fluxo” – do caixa da empresa. Por meio desse dado, o analista entende como e por que a empresa mudou de um ano para o outro, financeiramente falando.

 

  • Demonstração de Lucros e Prejuízos Acumulados: soma do lucro líquido – aquele que a empresa recebe, tirando todos os gastos – ao lucro acumulado – aquele que a empresa recebe e não distribui ou não coloca em circulação.

 

  • Demonstração de Mutações do Patrimônio Líquido: exibe o crescimento e a diminuição do PL, e outras formas de reservas – tendo relação com o lucro ou não.

e os índices?

Há quatro indicadores: índice de rentabilidade, endividamento, atividade e liquidez. Por meio deles é possível avaliar a capacidade da empresa de pagar as contas, de se endividar, de renovar o estoque, da receber pelas vendas de forma rápida etc.

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