ipca

Diferenças entre empréstimo e financiamento

Empréstimo e financiamento são duas coisas muito parecidas e é comum que os conceitos se confundam. Entretanto, é preciso entender as diferenças entre os dois, especialmente se você pretende usar algum deles.

As duas situações representam um contrato entre um cliente que precisa de recursos financeiros e uma instituição que está disposta a fornecer o dinheiro.

A condição de ambos é de que o valor seja devolvido – com o acréscimo de juros – depois de um período determinado de tempo.

Enquanto no financiamento você é obrigado a detalhar qual o bem que será adquirido e qual o valor dele. O detalhamento dos valores do produto financiado é necessário para servir de garantia. Em caso de inadimplência, o bem será confiscado pela instituição.

Já no empréstimo, o valor pedido pode ser gasto com qualquer finalidade.

É importante deixar claro que o valor do financiamento deve ser exatamente igual ao valor do produto. Por isso, antes do financiamento ser autorizado, é feita uma vistoria para que os valores sejam certificados.

Como o financiamento permite que o credor tenha uma garantia de pagamento, os valores fornecidos são mais altos, o tempo para o pagamento é mais extenso e a taxa de juros muito mais baixa – o único tipo de empréstimo que se assemelha à essa situação é o “empréstimo com garantia”.

Mesmo que as características do financiamento sejam mais tentadoras, não adianta tentar conseguir um financiamento no lugar de um empréstimo: não se esqueça de que é preciso comprovar a compra!

No caso do empréstimo, há uma liberdade maior, pois você pode gastar o dinheiro com o que você quiser – ou não gastar, se preferir.

Cuidados com empréstimo e financiamento

O processo do financiamento é mais lento e burocrático do que o do empréstimo.

Seja no empréstimo ou no financiamento, é importante pesquisar muito antes de fechar um acordo. As taxas de juros podem variar entre os bancos.

Por mais que você queira pagar taxas mais baratas, é importante sempre procurar uma empresa regulamentada pelo Banco Central.

Você também não deve fornecer seus dados e xerox de documentos para desconhecidos. Esse tipo de informação nunca é requisitada na primeira reunião. Golpistas podem até mesmo pedir a senha da sua conta no banco.

Instituições financeiras sérias não pedem depósitos iniciais para que o empréstimo seja autorizado.

Portanto, se pedirem um depósito bancário como garantia, é ideal que você pesquise mais a respeito da empresa. Os pagamentos, geralmente, só são feitos depois que você já começou a fazer uso dos recursos fornecidos.

Quando as ofertas forem muito boas, desconfie. Por mais que os valores variem, nenhuma empresa fornece descontos excessivos. E sempre leia os documentos antes de assinar.

O que fazer se você ficar inadimplente?

Peça o reparcelamento da sua dívida. Vá até a instituição e deixe claro que faltou dinheiro, e não boa vontade da sua parte. Dessa forma, é fácil conseguir que sua dívida seja dividida em mais vezes.

As formas de negociação existentes são:

Refinanciamento – é uma forma de pagar a sua primeira dívida, criando outra, mas que terá juros mais baixos e mais tempo para pagamento

Crédito consignado – use esse empréstimo para pagar sua dívida e garanta juros menores por ter o dinheiro removido diretamente do seu salário.

Portabilidade – Leve a sua dívida de um banco para outro, assim será mais fácil negociar os juros e a quantidade de parcelas.

Fonte: 1 e 2

Post Relacionados

Deixe uma resposta