FIES: o que precisa saber antes de aderir?

O sonho de fazer uma faculdade ainda é comum. Porém, entrar em uma faculdade pública é uma realidade que dificilmente atinge a maioria dos alunos e bancar uma particular é tão difícil quanto. Por isso, muitos aderem ao FIES, que é de um dos programas públicos de acesso à educação superior.

Além do FIES (Fundo de Financiamento Estudantil), ainda também é possível aderir ao Sisu (Sistema de Seleção Unificada), que dá acesso a instituições públicas com a nota do Enem. E por fim, o Prouni (Programa Universidade Para Todos), que concede bolsas de estudos de 50% até 100% em instituições particulares.

O FIES, no caso, tem o objetivo de conceder financiamento a estudantes em cursos superiores não gratuitos. De longe, é o programa que mais gera dúvidas entre os estudantes. Até porque ele envolve dívidas, e muita gente acaba não sabendo disso.

Porém, como o próprio nome diz, o FIES é financiamento por meio do qual bancos públicos e privados pagam os estudos do universitário. O mesmo precisa pagar o empréstimo depois, acrescido de juros.

Ano passado, o governo lançou o Novo FIES, com algumas mudanças. Em 2016, metade dos pagamentos estavam atrasados. E no antigo modelo, só bancos públicos podem fazer o financiamento. Agora, o FIES possui duas modalidades:

  • Modalidade FIES: com juros zero para estudantes que tiverem renda per capta mensal familiar de até três salários mínimos. O estudante começa a pagar as prestações de acordo com seu limite de renda.
  • Modalidade P-FIES: para estudantes com renda per capita familiar de três a cinco salários mínimos. Os estudantes pagam juros e podem buscar o financiamento em bancos privados.

Contratação do FIES

Estudantes que desejam contratar o financiamento, precisam passar pelo processo que envolve a nota do Enem. Nisso, é revelada a lista de aprovados, e depois dessa fase de seleção, começa a de contratação do empréstimo. Quem conseguiu o financiamento na primeira modalidade, não paga juros, porém, irá pagar o valor principal financiado.

Nesta modalidade, o Tesouro Nacional fica responsável pelo pagamento dos juros.

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Agora, como dito, quem passa na segunda modalidade, pode realizar o financiamento a partir de bancos privados. No entanto, os prazos e os juros vão variar de acordo com o banco, e são eles que determinam. Por isso, é importante pesquisar bem antes de aceitar logo no primeiro.

Pagamento

Uma outra mudança foi em relação ao prazo de carência do pagamento. Contratos feitos a partir de 2015, até o primeiro semestre de 2018, tem uma carência de 18 meses para o início do pagamento. Após a formatura do aluno, ele passa a ter mais 18 meses para começar a pagar.

Contudo, os novos contratos não tem mais essa carência. Nesse caso, a partir do primeiro mês após a conclusão do curso, ele já começa a pagar – desde que possua a renda. Esse pagamento é realizado com desconto direto na folha de pagamento. Portanto, não tem como escapar caso já esteja trabalhando com carteira assinada.

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Agora, caso o estudante não tenha essa renda ou acabe perdendo o emprego no período de pagamento, o financiamento passa a ser quitado em prestações mensais, equivalente ao pagamento mínimo. Aliás, o prazo de pagamento também vai depender do contrato. Mas, no fim, o MEC dá um prazo estimado de 14 anos para o pagamento do FIES.

Dúvidas 

Pagar antes: Sim, é possível começar a pagar antes de se formar, mas não é algo obrigatório. Inclusive, dá até para pagar um valor maior que a parcela prevista. Para isso, precisa entrar em contato com o banco.

Pagamento só depois da conclusão: Isso explicamos que é verdade, porém, não significa que nenhum pagamento será feito durante o curso. Isso porque o estudante precisa pagar, mensalmente, o valor do encargo operacional fixado em contrato com o banco. O estudante precisa também contratar um seguro de vida, que deve ser procurado pelo próprio estudante e pago durante todo o financiamento ou a realização do curso.

Desistência do curso: Mesmo com a desistência, ainda é preciso pagar o financiamento contratado. É possível apenas suspender a utilização do financiamento por até quatro semestres. Para isso, é preciso buscar a Comissão do FIES da faculdade.

Reajuste: O reajuste do financiamento é previsto no contrato. Então, já saiba antes quanto os valores mudarão para se organizar.

Renegociamento: É possível sim renegociar. Com a mudança do ano passado, passa a ser permitida a renegociação para contratos de financiamento concedido até o segundo semestre de 2017. Haverão duas opções: reparcelamento (estender o prazo de pagamento para 48 parcelas) e reescalonamento (possibilidade de diluir valores em atraso nas parcelas a vencer). E quem já está com 90 dias de atraso, pode aderir à renegociação até 31 de dezembro.

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