Finança pessoal tem toda (e nenhuma) relação com dinheiro

Superficialmente falando, finança pessoal e dinheiro são como unha e carne. Ainda mais quando é falado sobre enriquecer e otimizar investimentos. Não posso mentir e falar que não é exatamente sobre isso que se trata a finança pessoal, mas ao analisar de uma maneira maior e mais importante, finança pessoal não tem nada a ver com dinheiro.

Mas sim sobre como usá-lo para otimizar seus valores e prioridades.

Leia também: Pequenas economias: onde e como investir?

Aprenda a gerenciar seu dinheiro para ele não gerenciar você 

A verdade é clara. O dinheiro não compra felicidade, mas não ter o suficiente pode ser uma dor. E o nível dessa dor varia conforme sua situação. Na obra Scarcity, Why Having Too Little Means So Much, os autores e pesquisadores Sendhil Mullainathan e Eldar Shafir descrevem em estudos como a falta de dinheiro afeta nossa determinação e bem-estar. E até mesmo a polidez.

Eles explicam que a escassez não é só uma restrição física. Mas é também uma mentalidade. Quando a escassez de dinheiro capta a atenção, muda a forma de pensar. E quando isso é a única coisa em mente, é o momento que afeta o que percebemos, como pesamos as escolhas, como deliberamos, o que decidimos e, claro, como nos comportamos.

Por mais que muitos não gostem de pensar assim, é preciso concordar que o dinheiro é poderoso. A maioria é controlada por ele e nisso entra a finança pessoal. Até porque ela trata de aprender a administrar o dinheiro para ser usado para benefícios. É, principalmente, sobre assumir o controle. O objetivo principal da finança pessoal é chegar a um ponto em que você não precisa se preocupar com dinheiro.

Dinheiro não é o objetivo

É mais fácil supor que administrar o dinheiro é a mesma coisa que persegui-lo. Claro, ter mais dinheiro ajuda, porém, ele não pode ser o objetivo final. Se for, então você está fazendo errado.

Por exemplo, crie um objetivo para ser sua principal motivação, seja uma compra ou uma viagem. Claramente o seu objetivo envolve dinheiro, mas ele não é o motivo principal. Até porque não há sentido juntar dinheiro sem um propósito. O dinheiro, então, é uma ferramenta e não um ideal.

Finança pessoal não se trata de acumular ferramentas. Mas sim sobre usar essa ferramenta para viver a vida que você quer. No site Consumerism Commentary, Luke Landes explica que o dinheiro só vale o que você pode fazer com ele. “Atribua seus objetivos às razões pelas quais você está economizando dinheiro, não ao dinheiro em si”, conclui.

No texto Big Picturing, o autor Colin Wright fala que não há nada de errado com o dinheiro ou querer buscar mais dele. Principalmente se isso ajudar a se tornar mais você e permitir que você faça mais. Nesse caso, é importante se certificar sobre por que você está fazendo isso.

Finança pessoal é mais sobre mente do que matemática 

Existem três regras básicas para finança pessoal:

  • Gaste menos do que ganha
  • Pague sua dívida
  • Invista para que seu dinheiro cresça

Apesar de importantes, elas não são o centro da finança pessoal. A maioria delas, na verdade, é bem pessoal. O que significa que, algumas vezes, é preciso quebrar princípios básicos e fazer o que funciona para você. Mais do que matemáticas e regras, finança pessoal tem a ver com comportamento.

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