Greve dos caminhoneiros afetou o horizonte econômico do país?

Greve dos caminhoneiros agrava clima de incerteza em relação à atual conjuntura econômica do país.

De acordo com a ata publicada pelo banco central no dia 26 de junho, o resultado não é só no imaginário popular:

“A economia segue operando com alto nível de ociosidade dos fatores de produção, refletido nos baixos índices de utilização da capacidade da indústria e, principalmente, na taxa de desemprego”.

Ainda, o Copom afirma em ata firma que os efeitos da paralisação no setor de transportes devem ser temporários, mas que os dados econômicos de maio e junho devem refletir os efeitos da greve e dificultar a leitura da evolução da atividade econômica:

“No curto prazo, a inflação deverá refletir os efeitos altistas significativos e temporários da paralisação no setor de transporte de cargas e de outros ajustes de preços relativos. As medidas de inflação subjacente ainda seguem em níveis baixos, inclusive os componentes mais sensíveis ao ciclo econômico e à política monetária.”

Isso, apesar de dar margem para uma boa perspectiva da greve, dificulta a leitura do futuro econômico do país:

“A paralisação no setor de transporte de cargas no mês de maio dificulta a leitura da evolução recente da atividade econômica. Dados referentes ao mês de abril sugerem atividade mais consistente que nos meses anteriores. Entretanto, indicadores referentes a maio e, possivelmente, junho deverão refletir os efeitos da referida paralisação. O cenário básico contempla continuidade do processo de recuperação da economia brasileira, em ritmo mais gradual.”

Enquanto a opinião popular segue dividida e levando o debate para o âmbito político, o que, em ano de eleição e em tempos de polarização política, exalta os ânimos brasileiros, o copom endossa a necessidade de reformas e ajustes:

“O Copom enfatiza que a continuidade do processo de reformas e ajustes necessários na economia brasileira é essencial para a queda da sua taxa de juros estrutural, cujas estimativas serão continuamente reavaliadas pelo Comitê.”

Segue então em vigência o intenso debate político no país, que, aparentemente, continua distante de soluções efetiva. Fato este que torna o horizonte cada vez mais desafiador.

FONTE

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