Qual a importância de fluxo de caixa para pequenas empresas?

O mercado financeiro é composto tanto por grandes quanto pequenas empresas. E uma realidade é que empresários de pequeno porte que organizam a contabilidade, tendem a ter um negócio mais sustentável. E isso é graças ao fluxo de caixa.

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Ou seja, o controle financeiro. Nesse caso, todo o movimento da empresa, tanto o de entrada quanto o de saída deve ser anotado. Assim, é possível manter a saúde do empreendimento.

“Toda empresa, mesmo tendo muitos pontos positivos, corre o risco de naufragar se não houver um mínimo de controle sobre o fluxo de caixa”. Isso é o que explica Alexandre Comin, gerente de capitalização e acesso a serviços financeiros do Sebrae.

Então, é crucial ter um fluxo de caixa organizado. Para isso, vamos explicar melhor como ele funciona.

Entrada e saída financeira

Mais conhecida como receitas, as entradas definem tudo aquilo que foi vendido (produto) ou tudo o que foi feito (serviço). Além de todas as vendas de qualquer ativo da empresa. A saída, por sua vez, é o contrário. Portanto, é tudo aquilo onde a empresa gasta dinheiro, seja com produtos, funcionários, contas, entre outros.

A diferença que vai separar as receitas e as despesas é o lucro líquido. Assim, é possível saber se há maior ganho ou perda de dinheiro, dentro de um determinado período. Esse lucro, normalmente, é adquirido através de um levantamento, seja mensal, semanal ou diário.

Fluxo de caixa e a saúde financeira

Como dito, é crucial manter um fluxo de caixa. Com isso, você vai saber qual o tamanho da receita da empresa e quanto poderá ser gasto. “O fluxo de caixa é um ‘exame’ que tem que ser feito sempre, periodicamente, independente se você está se sentindo bem ou não”, explica Comin.

E isso é o que faz o retorno financeiro acontecer. “Para uma empresa grande é preciso contratar um contador, pois é muito complexo. Mas para uma empresa pequena, que tem uma atividade mais reduzida, não é difícil de fazer (…) Hoje em dia, com diversos aplicativos, eu diria que qualquer pessoa pode fazer”, completa.

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Para executar, as entradas precisam ser somadas ao fim do mês, semana ou dia. Já nas receitas, o cartão utilizado é uma ferramenta que ajuda na montagem do fluxo. As saídas, no entanto, são menos numerosas, então é recomendável que o próprio empreendedor identifique as fontes de despesa. Principalmente:

  • Contas de consumo
  • Custos com fornecedores
  • Custos com funcionários
  • Prestadores de serviços
  • Tributos

É recomendado também controlar isso em uma contabilidade separada a gestão financeira. Ou seja, empréstimo, uma verba que não pode ser considerada receita. Contudo, o pagamento fracionado do empréstimo é considerado uma saída.

Então, essa despesa tem que entrar no fluxo de caixa. Até porque é um gasto que tem que ser pago a partir das novas receitas.

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