Índice de incerteza da economia aumenta pelo 4º mês consecutivo!

Indicador de Incerteza da Economia (IIE-Br ) da Fundação Getulio Vargas subiu 10,1 pontos entre maio e junho de 2018, para 125,1 pontos, maior nível desde janeiro de 2017 (125,4 pontos).

Este já é o quarto mês consecutivo que o indicador se mantém na região de incerteza elevada (acima de 110 pontos). Por conta deste dado, economistas brasileiras ficaram completamente alarmados, pois não é interessante o número ser frequente ao país.

“O choque provocado pela greve dos caminhoneiros gerou pressão inflacionária, aumento da volatilidade no mercado de ações, queda do presidente da até então maior empresa em valor de mercado do país, e, por fim, colocou em cheque a recuperação da economia. No campo político, o evento expôs as dificuldades do governo em sanar a crise, com reflexos para a já combalida agenda fiscal (subsídio ao diesel).

No front externo, a dúvida sobre a política de juros estadunidense também colaborou para o aumento significativo da incerteza econômica brasileira em junho”, afirma o economista Pedro Costa Ferreira, da FGV IBRE.

São três os componentes em que a alta do índice de incerteza se disseminam, com destaque para a componente expectativa (uma das mais influentes dentro do cálculo).

O componente de Mercado subiu 10,3 pontos, contribuindo com 1,2 ponto para o avanço do índice geral no mês; o IIE-Br expectativa subiu 21,5 pontos, exercendo uma contribuição de 5,4 pontos percentuais para o índice agregado. Já o IIE-Br mídia subiu 4,0 pontos em relação a maio, colaborando com 3,5 pontos para o comportamento do indicador.

O Índice de Situação Atual mede a opinião dos empresários em relação ao momento presente.  Foi registrado o menor nível desde dezembro de 2017, caindo 2,2 pontos e atingindo 87,2 pontos.

Porém, já o Índice de Expectativas mede a confiança em relação aos próximos meses. O número caiu 3,8 pontos. Com isso, esse subíndice chegou a 92,4 pontos, o menor valor desde agosto de 2017 (89,6 pontos).

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