Mastercard aposta no futuro sem dinheiro físico

Neste ano, a Mastercard registrou mais de 815 mil transações em carteiras digitais no Brasil. Esse número representa um crescimento de 800% em comparação com 2017. Com este resultado, João Pedro Paro Neto, presidente da bandeira, prevê ainda mais crescimento nos próximos anos.

Segundo ele, é provável que haja cada vez mais transação sem dinheiro físico. Devido a essa visão, haverá mais investimentos em dados e inteligência artificial.

“Outro aspecto importante é a segurança. Um mercado que finalizará 2018 com R$1,6 trilhão em transações e chegará a R$2 trilhões em 2019, é um segmento que precisa ser seguro e ter menos fricções”. Isso foi o que Paro Neto revelou aos jornalistas durante um encontro na última semana.

Ele também defendeu que o mercado deve se manter aberto e transparente. Isso vai atrair novas fintechs e empresas. Apesar de todo o desejo de desenvolvimento, o executivo ressaltou que há muito a ser feito.

Porém, o momento para a Mastercard apoiar essas iniciativas não poderia ser mais positivo. O Banco Central mostrou que a empresa finalizou 2017 sendo líder do mercado. Não só isso. A empresa também é parceira das cinco maiores fintechs do Brasil, incluindo o NuBank.

“Aumentamos a participação em PCI, reduzimos a quantidade de dinheiro em circulação, entramos em novos negócios (…) e evoluímos em segurança com mais uso de machine learning e autenticação nas transações”, explica.

Além disso, houve a entrada – e crescimento – de novas fintechs e facilitadores de pagamento.

Mastercard olhando para o futuro

Para 2019, o vice-presidente sênior, Miltonleise Filho, frisou que o foco será em segurança (como citado anteriormente), experiência do usuário e pagamento contactless (sem contato). E essa aposta foi feita através da comprovação em números. Já que três mil cidades estão aptas para receber pagamentos por aproximação.

Além do fato de 310 mil transações terem sido feitas com essa forma de pagamento.

Outros produtos, apesar de incipientes, também ajudam a melhorar o setor. Um exemplo é o período do lançamento da pulseira de pagamento da Osklen, em parceria com o Santander.

Sobre investimentos, o vice-presidente disse que a empresa está aberta para apoiar outras do ramo. Contudo, as mesmas precisam estar relacionadas com o setor de pagamento. Ele revelou também que estão avançando com a agenda de desenvolver novas soluções e opções de pagamento, junto ao regulador.

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