O melhor lugar para investir com um novo presidente

Faz uma semana que Jair Messias Bolsonaro foi eleito o novo presidente do Brasil. E isso pode mudar o lugar para investir.

A expectativa dos especialistas, e do mercado, é boa. No primeiro discurso, o eleito disse que a prioridade será a diminuição do déficit público. E interromper a trajetória de aumento da dívida, além da redução do peso do Estado na economia.

Como as propostas são positivas para o mercado, há um voto de confiança em relação ao novo governo. Analistas apontam altas na Bolsa de Valores por volta de 10% a 20% até o fim do ano.

Para 2019, o mercado vai começar a olhar a execução dos planos propostos. Caso sejam bem executados, poderão fazer a economia entrar em um círculo virtuoso de alta. As projeções vão de 20% a 25% de alta.

Entretanto, é preciso se manter atento até quando existirá esse voto de confiança dos investidores. Nesse caso, a paciência do mercado será ainda mais preciosa.

Expectativas e euforia

“Os investidores vão olhar os passos da nova equipe indicado pelo Paulo Guedes e o andar da carruagem”, comentou Pablo Stipanicic Spyer, diretor da Mirae Asset, à Exame. Com isso, ele lembrou no cenário tenso de altos juros americanos, crise na Itália e guerra comercial de Estados Unidos e China.

É possível que o mercado dê o benefício da dúvida do presidente, antevendo um governo reformista e liberal. Isso poderia levar a Bolsa entre 90 mil e 100 mil pontos, com o aumento de 10%, como citado anteriormente.

Os juros futuros devem recuar para 7,5% a 8,5% ao anos para 2020, chegando a 10% em 2030. O dólar pode cair para o nível de R$3,50. Portanto, R$3,70 a R$4 são vistos como mais adequados, segundo Spyer.

Os exemplos que resumem o cenário internacional podem acabar impondo mais disciplina ao novo governo brasileiro. De acordo com Marcos De Callis, da Votorantim Asset Management, haverá menos espaço para e erros e menor tolerância dos investidores internacionais com desequilíbrios fiscais.

Então, qual o melhor lugar para investir?

De Callis aguarda uma revisão para cima do crescimento da economia do país no ano que vem. Projeções devem subir e haverá mais espaço para investimento em ações e um novo lugar para investir, o que deverá ser superior aos juros.

Tanto o câmbio quanto os juros têm um piso, que, no caso, é o cenário internacional. Enquanto isso, as ações devem ir mais longe, já que dependem do desempenho da economia e das empresas.

Depois da reforma da Previdência, o Índice Bovespa pode atingir os 100 mil pontos. Ou até mais.

Com este cenário, para De Callis, investidores devem incluir mais riscos em ações e menos em renda fixa. Por isso, pode haver uma mudança no perfil da alta do mercado de ações.

“Com o crescimento local retornando, empresas voltadas para o mercado interno devem voltar a se destacar”, diz De Callis.

Leia também: Banco ou corretora: onde é melhor investir?

Fundos de ações, ETFs e COEs

Já que há uma expectativa de entrada de recursos em grande escala de estrangeiros, a alta da Bolsa deve acontecer nos papéis mais líquidos. Por isso, é importante não ficar selecionando muito. Mas estar nos papéis dos índices.

Para isso, existem os fundos passivos. Eles reproduzem os índices e quais fazem parte dos fundos com cotas negociadas em Bolsa. Ou seja, os ETFs. Eles têm a vantagem de acompanhar de perto os índices e de ter taxas de administração mais baixas.

Uma outra opção são os fundos de ações passivos. Eles reproduzem os índices e são oferecidos pelos bancos e tendem a aplicar mais ou menos em Bolsa, dependendo as oportunidades.

A segunda classe de ativos com grande preferência é a dos multimercados. Há muitos investimentos em Bolsa e em outros ativos que se beneficiaram do cenário de eleição do presidentes, como títulos prefixados ou baixa do dólar.

Na terceira classe estão os COEs. Eles oferecem aplicação em Bolsa com proteção e gatilhos que determinam um ganho maior ou menos.

O Itaú, por exemplo, montou um COE com base no Ibovespa. Nesse caso, se o índice subir mais de 40%, o investidor recebe a alta do indicador. Contudo, caso a alta ultrapasse essa porcentagem, o investidor leva uma taxa de juros prefixada, o equivalente a 7,5% ao ano.

O que ainda pode ser um lugar para investir. Com a melhora do dólar, a inflação pode cair e o juros básico pode se manter em 6,5% ao ano, até o fim de 2019. Por essa manutenção dos juros não ser considerada no mercado futuro, é uma oportunidade ao investidor.

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