Entenda o que é um investidor anjo

Para quem está ingressado no mercado financeiro já deve ter ouvido falar do termo investidor anjo. Mas, mesmo que ele tenha se destacado nos últimos anos, você sabe qual é o papel de um deles? Talvez você até esteja precisando de um e nem sabe disso. Entretanto, estamos aqui para explicar.

Caso você tenha uma empresa, investimento anjo é, basicamente, um modelo de captação de recursos. Nos estágios iniciais de uma companhia, ou seja, antes dela se consolidar, não existe créditos ou garantia o suficiente para negociar com bancos. E mesmo quando algum tipo de crédito é adquirido, as altas taxas ligadas ao risco do negócio não atraem.

Portanto, é nesse exato momento que o investidor anjo entra em cena. Esse tipo de investimento vai servir como uma troca de capital por uma participação da empresa. Isto é, vai ser uma venda de uma pequena parte da sua empresa.

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Mas calma, não é uma venda igual outras. Ao buscar um investimento anjo, você não está apenas procurando dinheiro. Você também está procurando a experiência de um investidor. Já que, além do dinheiro, também é entregue experiência de algumas áreas que os próprios empreendedores não tem.

Por isso, é crucial aproveitar o conhecimento desses profissionais. Contudo, nesse caso…

Quem é o investidor anjo?

Nada mais do que qualquer pessoa física com capital o suficiente para fazer um aporte em uma empresa. Normalmente são empreendedores ou executivos que estão procurando investimentos rentáveis.

Não espere por um Tony Stark da vida. O investidor anjo vai se mostrar um profissional atento nas oportunidade, sempre em busca de um retorno para seu investimento.

A atitude de escolher um sempre está ligada na realidade do seu negócio. Normalmente, ocorre quando estamos dando os primeiros passos no universo do empreendedorismo, já que procuramos o máximo de experiência.

A negociação com um investidor anjo é parecida com um casamento. Os dois lados possuem o poder de veto. Nesse caso, você avalia, mas também é avaliado. Então, não enxergue um investidor anjo apenas como uma fonte de renda. É crucial avaliar as experiências anteriores dele.

Por isso, não tenha medo de perguntar sobre os projetos anteriores ou as empresas com as quais ele já se envolveu. Não esqueça de questionar também sobre seus contatos. E, principalmente, como ele vai ajudar no seu crescimento.

A escolha de um investidor anjo deve ser 90% estratégica e 10% financeira. E ele não vai cobrar nada pelo “serviço”.

O momento da procura

Por mais que já havíamos dito que a procura acontece no início de cada projeto, é preciso um pouco mais. Nesse caso, apenas uma ideia de empreendedorismo não é o suficiente. Se ela ainda estiver no papel, são mínimas as chances de conseguir alguém para financiar.

Se, por acaso, você ainda estiver nessa fase de começar o projeto, o investidor anjo não é a sua melhor escolha. É preciso juntar dinheiro necessário para conseguir construir o seu produto mínimo viável. Quando seu projeto, então, estiver um tanto consolidado, tudo fica mais fácil.

Tendo ele validado, aumentam as chances de conseguir um anjo, mesmo que ele não esteja 100% definido. Até porque, você ainda vai contar com a experiência de um para melhorar o que precisa.

Na hora da procura, saiba que ele está em busca de uma empresa que cresça. Assim, ele vai conseguir lucrar ao vender ações. Por isso, fique atento, porque lucro não significa crescimento.

O mais importante para ele é o crescimento da empresa. E não o lucro. Então, conheça o mercado, sua situação e crie um plano de negócios.

Realidade brasileira

Mesmo sendo popular, o número de investidores anjo no Brasil ainda é pequeno. Isso porque o país não incentiva esse estilo de investimento. Pelo motivo do Brasil ter altas taxas de juros, fazendo com que as pessoas se pendurem da renda fixa. Além de também ter o motivo cultural, já que somos apegados a segurança.

Há também a questão dos impostos. No Brasil, se houver um investimento em dez empresas, mas apenas uma der lucro, ele paga os impostos, mesmo tendo prejuízo. Algo que não acontece nos Estados Unidos e nem com ações.

No país também não existe um mecanismo de proteção para investidores. Caso o fundador de uma startup, por exemplo, cometer um erro e contrair dívidas à empresa, ele perde os bens pessoais.

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