O que são debêntures?

No segmento de diversificar investimentos, existe uma indicação primorosa: as debêntures. O termo pode parecer esquisito, mas elas são ativos de renda fixa. Ou seja, trata-se de um investimento com rendimento previsível. Por oferecerem rendimentos atrativos e mais acessíveis, elas ganharam mais popularidade nos últimos anos.

Em um cenário onde os juros da economia estão baixos, investidores buscam investimentos mais rentáveis. E as debêntures podem ser a melhor opção. Apesar de rentáveis, é preciso um profundo estudo sobre elas antes de investir. Isso porque o risco é proporcional ao rendimento. Há também o fator do aporte inicial e do seu tipo, que podem acarretar perdas.

As debêntures

Como explicado rapidamente, as debêntures são títulos de dívidas. Nesse caso, você empresta o seu dinheiro para uma empresa e em troca, recebe um rendimento anual acertado no momento da compra. Esses ativos, então, pertencia à renda fixa.

Ou seja, a taxa de rentabilidade deve se manter até a data do vencimento. No resgate, você recebe o capital que emprestou já corrigido e já com os rendimentos acertados.

Hoje, as debêntures são bem mais acessíveis comparado com antigamente. Essa mudança ocorreu porque elas podem ser consideradas como importantes instrumentos para o desenvolvimento das companhias brasileiras. No fim, esses ativos funcionam como captação de recursos às empresas.

Por essas características, é muito fácil comparar as debêntures com as ações. Porém, mesmo os dois sendo ativos emitidos por empresas, ambos possuem várias diferenças. A principal delas é em relação a renda, já que as ações são da variável.

Apesar das duas funcionarem também como captação de recursos para empresas, ações consistem em parte do capital social delas. Nas debêntures, por sua vez, há só um empréstimo em troca de uma taxa de rendimento.

Tipos

Apesar de serem de renda fixa, as debêntures possuem categorias. Por isso, é preciso fazer um estudo profundo antes de investir.

Debêntures simples: títulos que não dão direito à conversão em ações da companhia emissora

Debêntures conversíveis: títulos com possibilidade de conversão em ações da companhia emissora

Debêntures incentivadas: isentas de Imposto de Renda e IOF, porque são emitidas por empresas que possuem projetos de infraestrutura

Debêntures comuns: possui incidência de Imposto de Renda regressivo. Nesse caso, quanto maior o tempo da aplicação, menos imposto.

A incidência do imposto acontece da seguinte maneira:

  • Até 6 meses = 22,5% de tributação
  • De 6 a 12 meses = 20% de tributação
  • De 12 a 24 meses = 17,5% de tributação
  • Mais de 24 meses = 15% de tributação

Pela isenção de IR, as incentivadas chamam mais atenção que as comuns. Porém, a lógica não funciona quando o assunto é investimento, até porque depende da taxa atrelada às debêntures.

Rentabilidade

Para este ano, o mercado prevê que os juros devem continuar no mesmo patamar de antes. Há também uma visão sobre um mercado de capitais mais competitivo, principalmente pela mudança na política de atuação do BNDES e do cenário interno.

Leia mais: Warren dá panorama do mercado financeiro em 2019

Em janeiro, foi feito um levantamento de emissão de novas debêntures, e estava em R$5 bilhões. O que demonstra que é um momento bom para começar a investir, principalmente nas incentivadas. Isso porque elas são provenientes do crédito privado, e isso dá possibilidade de encontra-las com taxas de rentabilidade mais atrativas quando comparadas a outras aplicações, como Tesouro Direto, por exemplo.

Pós-fixado: atrelado a algum indicador do mercado (Selic ou CDI). Retornos apenas no resgate da aplicação.

Prefixado: taxa de rentabilidade fixa e conhecida no momento da compra. Ou seja, já é possível saber quanto seu dinheiro vai render.

Híbrido: rentabilidade une a taxa fixa a um indicador (IGP-M ou IPCA). Mais atrativo pela possibilidade de ganho real.

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