O que significa IOF?

O mundo das contas e dos boletos é vasto. É valor dali, é valor daqui e sempre surge um pagamento a mais para fazer. E não é raro que muitos dos boletos venham com um imposto embutido. E um deles é o IOF.

Também conhecido como Imposto Sobre Operações de Crédito, Câmbio e Seguro, ele não chega a ser tão conhecido como o Imposto de Renda. Mas é fundamental conhecer sobre ele e porque precisamos paga-lo.

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Como dá para saber pelo nome, o imposto é para todas as pessoas que fazem operações de câmbio, crédito e seguro. No caso, o IOF é cobrado em situações de uso de rotativo do cartão de crédito, compras com cartão internacional ou compra de dólar, por exemplo. Nessas e em outras situações, o IOF estará presente.

Como deu para perceber que o imposto está mais presente do que você imagina, vamos explicar melhor como ele funciona. E porque ele é não é um imposto fixo.

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IOF e suas situações 

Crédito

Cada operação realizada, tem seu jeito próprio de cobrança. No cartão de crédito ou cheque especial, o imposto é cobrado em situações de uso do rotativo ou quando sua conta fica negativa. Inicialmente, a cobrança é de 0,38% sobre o valor da dívida. E é somado 0,0082% a cada dia de atraso.

Com os empréstimos funciona da mesma maneira. A “vantagem” é que o IOF possui um teto de 3% nessas situações.

Com o financiamento, acaba tendo uma vertente. Caso o imóvel seja comercial, o IOF segue a regra dos 0,38% e 0,0082%. No entanto, caso o imóvel seja residencial, não é feita a cobrança.

O valor do IOF só vai aumentar com compras internacionais. E não é pouco não. Compras no exterior tem uma cobrança de 6,38% sobre o valor.

Investimentos

Nestas situações, a presença do IOF confunde um pouco, mas acalme-se. O imposto é cobrado em investimentos quando o investidor decide sacar o dinheiro aplicado antes de completar um mês. Isso existe para estimular investimentos a longo prazo. Por isso, com o tempo, a porcentagem do IOF vai diminuindo.

É cobrado 96% caso você saque o valor um dia depois de investir. Porém, ao passar os 30 dias, a porcentagem cai para 0%. Mas é bom saber que a porcentagem em questão não é cobrada sobre o total do saque, mas sim sobre quanto o dinheiro rendeu.

Não só isso, o IOF aparece também em CDBs, Tesouro Direto, Fundos DI e Fundos de Curto Prazo.

Câmbio e seguro

As situações de câmbio são as que mais possuem a participação do IOF. Até porque na hora de comprar o dólar, também é preciso pagar o imposto. Mas, calma que a porcentagem é bem menor que a de compras internacionais. Nesse caso, é cobrado IOF de 1,1% sobre o valor da operação.

Já no seguro, existem duas faixas:

  • Seguro de vida e acidentes: 0,38%
  • Outra modalidade de seguro: 7,38%

FONTE

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