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PT utilizaria reservas para investir em infraestrutura, segundo assessor

O PT usaria parte da reserva de 380 bilhões de dólares do país para financiar um fundo de desenvolvimento de infraestrutura se vencer as eleições presidenciais de outubro, disse a autoridade do partido em entrevista a Reuters.

Marcio Pochmann, assessor do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e coordenador de campanha, disse que cerca de 10% das reservas seriam destinadas ao fundo e complementadas por outras fontes, como empréstimos de bancos estatais do Brasil e Caixa Econômica Federal, bem como empréstimos sob a forma de debêntures.

Os fundos seriam usados ​​para reiniciar vários projetos inacabados em todo o país, em áreas que variam de esgoto a rodovias, e ajudar a estimular a taxa de crescimento econômico ainda fraca do país, disse Pochmann.

Embora haja poucas dúvidas de que o Brasil esteja atrasado em questão de infraestrutura, a CNI (Confederação Nacional da Indústria) estimou no início do mês que havia 517 projetos paralisados ​​por falta de recursos.

“Outros países – Bolívia e Equador – usaram suas reservas anteriormente e parece que não há problemas técnicos em usá-los para financiar investimentos de infraestrutura de médio a longo prazo”, disse Pochmann. “Isso seria um mecanismo para criar um grande fundo para relançar o investimento no Brasil.”

Há também planos de aumentar os impostos sobre os bancos para forçá-los a cortar suas margens de empréstimo como forma de estimular o crédito.

Outra questão importante na campanha presidencial, segundo Pochmann, disse que o Partido dos Trabalhadores impediria a aquisição proposta pela Boeing. “O negócio significaria o fim da Embraer. Toda a tecnologia militar tenderia a desaparecer”.

Pochmann também disse que, se eleito, o PT iria rever a Petrobras e cancelar o plano de Michel Temer de privatizar as Centrais Elétricas Brasileiras. “Essas empresas, dado seu papel, não podem ser vistas apenas pela lente corporativa por serem setores estratégicos para o Brasil.”

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