Conheça 7 erros que te fazem cair na malha fina

Como mostramos no texto de ontem, o período da declaração do Imposto de Renda já começou. E junto com ela vem a terrível malha fina. Como informamos, a declaração exige muita atenção, afinal, são várias informações, valores e documentos que você precisa saber para preencher tudo de forma correta à Receita Federal.

Caso haja algo errado, entra em cena a malha fina. No caso, sua declaração fica retida, o que impede você de receber a restituição. E olha que é uma coisa comum. Para ter uma noção, no ano passado, cerca de 628 mil declarações caíram na malha fina.

E os erros, essencialmente, são um tanto “bobos”. Afinal, podem vir de erros de digitação de palavras ou valores. Porém, pode atingir níveis mais graves, como, por exemplo, o de omitir rendimentos e informações importantes.

Se você acompanha o Dinheiro 360, já sabe que o período de declaração começou na última quinta (07) e segue até 30 de abril. Agora, é hora de saber os erros que você não pode cometer para não acabar na malha fina.

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Digitação

Como informamos acima, erros de digitação são comuns nas declarações. Por isso, esteja atento com os valores informados. Seja acrescentando ou eliminando um zero ou até mesmo invertendo a ordem dos números, esse é um erro que merece 100% da sua atenção para não ser cometido.

Uma falha comum na declaração de valores está no uso de pontuação. Muitos contribuintes acabam usando o ponto (.) para separar os reais dos centavos. Algo mais ou menos assim: R$3.50.

O programa que gera a declaração considera apenas as vírgulas (,), então, mantenha-se atento.

Repetição de dependente

Um dependente só pode ser considerado em apenas uma declaração do Imposto de Renda. Por exemplo, um filho de pais separados só pode servir como dependente de um dos dois.

Não informar rendimentos

Não colocar os seus rendimentos da Receita, sejam tributáveis, não tributáveis ou tributados, é um passo para a malha fina. E vale tanto para os seus rendimentos quanto os dos seus dependentes.

Confundir VGBL com PGBL

Contribuintes com aposentadoria privada podem ter tanto os planos VGBL (Vida Gerador de Benefício Livre) quanto PGBL (Plano Gerador Benefício Livre). Cada um deve ser declarado de forma específica.

Por exemplo, em relação ao PGBL, é comum as pessoas informarem somente o saldo da previdência. Na verdade, é preciso informar as contribuições feitas. Só não precisa declarar quando não houver contribuição. Por sua vez, o VGBL deve ser declarado como uma aplicação financeira, constando o saldo da aplicação até o último dia de 2018.

Despesas médicas sem comprovantes

Despesas médicas – ou outra relacionada à saúde – precisam de comprovantes na hora da declaração. Isso porque elas podem ser deduzidas integralmente do cálculo do Imposto de Renda. E não esqueça, porque esse é um dos pontos em que a Receita mais tende a ser rigorosa.

Valor errado dos bens

Todos os seus bens precisam ser informados, isso já sabemos. No entanto, é importante ficar atento com o valor, porque é preciso informar o de aquisição e não o de mercado. Esse tipo de erro pode tanto diminuir quanto aumentar o seu patrimônio em relação ao quanto ele realmente vale.

13º salário junto com outros rendimentos

Apesar dos salários serem somados com os rendimentos tributáveis, o 13º não deve. Isso porque ele é de tributação exclusiva da fonte e não dá direito à restituição. Por outro lado, os salários dos outros meses podem ser restituídos em casa de tributação excessiva.

Erro = malha fina?

Caso a Receita encontre um erro em sua declaração, você fica sem receber a restituição até que envie uma retificação esclarecendo os erros. Daí que vem a frase “cair na malha fina”. Para você saber onde errou, entre no extrato da sua declaração e vá em Pendências de malha.

Lá, são apontados os motivos da retificação da sua declaração.

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Quem ficar sem enviar a retificação com os erros corrigidos fica sujeito a convocação para apresentar documentos que comprovem que sua declaração está certa. Porém, a Receita ainda pode entender que você está errado. Neste caso, ela pode cobrar uma multa de 75% do valor total e juros.

FONTE

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